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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Fatos comprovam que voar tem sido cada vez mais seguro. E nunca se viajou tanto de avião como em 2014. O ano vai terminar com um recorde no ar: 3,2 bilhões de passageiros já viajaram de avião este ano no mundo.

A Ásia passou a Europa e os Estados Unidos, e hoje já transporta quase um terço dos passageiros do planeta. A região que mais avançou foi a que viveu o maior trauma este ano. Em março, um Boeing da Malaysia Airlines que ia de Kuala Lumpur para Pequim desapareceu. Em julho, um avião da mesma empresa foi abatido por um míssil quando cruzava o céu da Ucrânia. No último domingo (28), o Airbus que fazia o voo 8501 da AirAsia caiu no Mar de Java.

No Brasil, a tragédia mais marcante foi a queda do Cessna que levava o candidato à presidência Eduardo Campos, que caiu em Santos no dia 13 de agosto. As sete pessoas que estavam a bordo morreram no acidente. Apesar da gravidade e da repercussão dos acidentes aéreos este ano, voar hoje é mais seguro do que no passado. E isso não é papo de empresa de aviação. Os números mostram que a taxa de acidentes vem caindo ao longo dos anos.

Um relatório da Associação Internacional de Transporte Aéreo, com dados até 30 de setembro, diz que o número de acidentes por um milhão de voos diminuiu 80% de 2000 para cá. A cada 10 milhões de voos, são registrados 2 acidentes. O especialista em aviação Herro Ranter, que há 18 anos mantém um site sobre segurança dos voos, diz que 694 pessoas morreram em 2014, mais do que em 2013, mas o número de acidentes fatais, 21, é um dos menores da história.

As regiões mais perigosas são a África e o Oriente Médio. A América Latina aparece em terceiro lugar. A maior parte dos desastres acontece durante o pouso e na aproximação. São 12% na decolagem, e apenas 10% na rota.  Ranter diz que os desafios são melhorar o controle de voo nos países em que o tráfego cresceu muito e treinar mais os pilotos para situações de emergência. "Hoje, o risco de acidente fatal em um avião comercial é de um em quatro milhões de voos", ele diz. "É muito pequeno".


G1

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