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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O holandês Cliff Muskiet coleciona uniformes de aeromoças e criou um site especial – o Uniform Freaks – que está fazendo sucesso entre fãs desse nicho bastante específico de moda. Muskiet vive em um pequeno apartamento de dois quartos repletos de caixas de plástico em Amsterdã. Dentro delas estão 1.285 uniformes da aeromoças.

Sua paixão começou em 1992, cinco anos depois de começar a trabalhar na companhia aérea KLM. "Quando eu estava em Gana, como parte da tripulação de um dos voos, eu pedi ao aeroporto de Acra que me presenteassem com um uniforme de aeromoça, e fui atendido."

Muskiet acredita que os uniformes ainda refletem o glamour que a profissão tinha no passado. "Se você olhar para os anos 1950, 1960 e 1970, o uniforme era muito importante – voar era algo especial na época, e quem quisesse ser aeromoça tinha que ser sofisticada, elegante, inteligente, Miss Universo, Miss Mundo, tudo ao mesmo tempo", diz ele.

Muskiet, no entanto, acredita que todo o glamour do passado sumiu. "Hoje não é preciso ser uma Miss Mundo para virar comissária de bordo, e os uniformes são mais profissionais e chatos. "Quando a Easyjet começou a operar, ela vestia seus funcionários com jeans e camisa polo. A SW Airlines, nos Estados Unidos, usava shorts e camisa polo. Uma heresia. A Lauda Air tinha uma blusão que parecia uma roupa espacial, combinado com tênis dourado."

Muskiet fotografa cada um de seus uniformes e coloca a imagem no site. Seus modelos favoritos são todos dos anos 1970, feitos de tecido sintético grosso, padrões psicodélicos, cores vibrantes e saias curtas.


BBC Brasil

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