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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A tragédia do voo MH370, da Malaysia Airlines, ainda está fresca em nossa memória: mais de oito meses após o seu desaparecimento, em 8 de março, o avião ainda não foi encontrado.

O que aconteceu nesses dois acidentes, assim como a perda trágica do voo 447, da Air France, em 2009, contrasta com a percepção do senso comum de que hoje é quase impossível, tecnologicamente, perder alguma coisa: mesmo os mais simples dispositivos eletrônicos vêm equipados com tecnologia de navegação por satélite.

Para especialistas, essas tragédias mostraram que o rastreamento em tempo real dos voos poderia ser uma solução para permitir a localização mais rápida de aviões que caem no mar ou em locais remotos. Mas por que os voos não são rastreados em tempo real?

Comunicação frequente, mas não constante

Atualmente, aeronaves transmitem informações sobre sua localização utilizando transponders e comunicações de rádio.

Estas comunicações se encerram quando os transmissores param de funcionar - o que pode ocorrer quando eles falham, quando alguém deliberadamente os desliga ou graças a um impacto contra o mar ou a terra.

Mais de 8 meses após desaparecimento, avião da Malaysian Airlines não foi localizado
Após a tragédia da Air France e da Malaysian Airlines, alguns especialistas sugeriram que a indústria deveria tornar obrigatória a utilização de um sistema de rastreamento de voos em tempo real. Esta posição é defendida pelo Secretário-Geral da União Internacional de Telecomunicações das Nações Unidas, Hamadoun Toure, como dito em maio.

A tecnologia de satélite que tornaria isto possível já existe e seu desenvolvimento seria relativamente simples, mas a agência da ONU responsável pelos voo de passageiros, a Organização Internacional para a Aviação Civil (ICAO, na sigla em inglês), ainda não tomou uma decisão sobre sua implementação.

O rastreamento em tempo real não impediria um acidente, mas facilitaria as buscas.
Mas quais são as dificuldades para colocar em prática um sistema global como este?

Necessidade

Por um lado, as companhias aéreas já tem seus sistemas de comunicação eficazes. Colocar em funcionamento um sistema que atualize constantemente o status de um aeronave poderia ser extremamente custoso.


BBC Brasil

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