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domingo, 23 de novembro de 2014



Uma empresa de satélites geoestacionários tem trabalhado para que o acesso à internet de banda larga em voos seja disseminado em breve. Atualmente, apenas algumas companhias internacionais oferecem o serviço. A previsão é de que até 2017 as aéreas brasileiras implementem a tecnologia em suas aeronaves.

Segundo Jurandir Pitsch, vice-presidente da SES para a América Latina, as empresas já estão se preparando para poder oferecer esse serviço aos passageiros brasileiros. "Com certeza as principais companhias nacionais estarão envolvidas nesse processo a partir do ano que vem. Isso leva um certo tempo, pois é preciso instalar toda uma aparelhagem dentro dos aviões", diz ele.

Os equipamentos servirão para que a aeronave receba os sinais de internet banda larga através dos satélites operados pela SES. A velocidade de navegação, mesmo com a aeronave em altitude de cruzeiro - acima de 11 mil metros -, pode chegar a 80 megabites por segundo. Para efeito de comparação, a internet 4G no Brasil pode alcançar até 50 megabites por segundo.

De acordo com Pitsch, o custo para instalação dos equipamentos pode variar entre US$ 250 mil e US$ 350 mil por aeronave. A variação de preços se deve aos modelos e necessidade de cada avião. São precisos de 2 a 3 dias para que a instalação seja efetuada.

Autorização

No último dia 30, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou uma autorização para as companhias aéreas liberarem o uso de aparelhos eletrônicos durante todas as fases do voo. Entre os dispositivos estão celulares, tablets e câmeras fotográficas. As empresas devem cumprir todos os requisitos exigidos pela agência, além de solicitar uma autorização para a liberação.

As montadoras Boeing e Airbus também autorizaram a implementação dos equipamentos em suas aeronaves. Assim como a Administração Federal de Aviação norte-americana (FAA, na sigla em inglês).

Crescimento

A SES oferece também serviços de satélite para operadoras de telefonia, emissoras de TV e transmissoras de canais por assinatura. Somente no ano passado, a empresa com sede em Luxemburgo lucrou 566,5 milhões de euros. Para este ano, a previsão é ultrapassar essa marca. Até o fim do 3º trimestre, a companhia lucrou 437,9 milhões de euros.

"Temos mais de 50 satélites operando ao redor do mundo e 6 diretamente relacionados com transmissões para serviços no Brasil. Já estamos preparando outros satélites para incrementar esse tipo de serviço e melhorar ainda mais a receptividade dos sinais nos aviões", afirma Pitsch.

A previsão é de que os novos satélites melhorem ainda mais o sinal de internet durante o trânsito aéreo. Eles devem entrar em operação em 2017.

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