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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Segundo a importadora de aeronaves Timbro Trading, duplicou o número de clientes adquirindo a primeira aeronave, com alta de 15% no sistema de leasing importação


Com um gasto de R$ 90 a R$ 100 mil reais por mês, o empresário Willians Paulo Mischur, do ramo de tecnologia, já não aguentava mais a rotina de viajar com as linhas aéreas comerciais regularmente de Curitiba ou Florianópolis para Brasília, ou Cuiabá, ou ainda para mais longe, como São Luís, no Maranhão. Até que decidiu comprar um jato Eclipse 500 Total, o primeiro modelo fabricado pela Eclipse Aerospace a desembarcar no país. “Acabou aquela história de perder 3, 4 ou 5 dias para fazer o que hoje em faço em dois. Se tenho que fazer a apresentação de um sistema, entro no avião e vou”, explicou.

A decisão de adquirir um jato passou por um amplo estudo, como voos de teste e a ajuda de consultores, tanto na escolha do modelo, quanto na importação em si. “No começo fiquei preocupado com manutenção, mas peguei uma aeronave com upgrade e com apenas 200 horas de voo, assim fiquei tranquilo”, explicou. Agora, empolgado com os ganhos que teve em termos de agilidade e conforto, Mischur planeja trocar em breve o Eclipse por um jato maior.

Mischur é um exemplo, mas não o único a adquirir recentemente o primeiro avião. De acordo com Marcelo Almeida, diretor da Timbro Trading e especialista em importação de aeronaves, só no primeiro semestre de 2014, duplicou o número de clientes que estão adquirindo a primeira aeronave. A justificativa, segundo Almeida, é quase sempre a mesma: o tempo perdido com voos regulares e os gastos. “Alguns compradores fazem as contas e vêem que vão economizar tempo e dinheiro”, afirma. Recentemente, a Timbro Trading também detectou uma alta de 15% na preferência pelo sistema de leasing importação, que permite o financiamento em reais, livrando o comprador dos riscos da flutuação do câmbio.

País recebeu 756 novas aeronaves em 2013

Os dados da quarta edição do Anuário Brasileiro de Aviação Geral, divulgado pela Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral), reforçam estes números. A frota do país recebeu 756 novas aeronaves no ano passado, destas 283 eram novas e 473 usadas. “Dentre as novas, grande parte é de pessoas ou empresas adquirindo a primeira aeronave, algo em torno de 30%”, disse o diretor geral da Abag, Ricardo Nogueira.

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