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sexta-feira, 31 de outubro de 2014



A imagem pode ser aterradora para quem tem pânico de voar: imagine um voo de oito horas em que a cadeira onde se senta parece planar num mar de nuvens. O interior do avião mostra, em tempo real, as condições atmosféricas do exterior, sejam elas um sol radioso ou uma tempestade forte. Em vez de janelas, ecrãs em alta definição revestem a fuselagem, para mostrar continuamente aos passageiros a altitude a que viajam e cada mudança de direção da aeronave. Seria como viajar num avião transparente.

Não é ficção: um grupo de investigadores britânicos quer retirar as janelas aos aviões, substituindo-as por ecrãs altamente sofisticados colocados no interior da fuselagem que, através de câmaras estrategicamente colocadas, mostram o exterior. Bónus: nestes ecrãs, seria possível navegar na Internet e consultar o e-mail.

O projeto pode tornar-se realidade na aviação comercial daqui a pouco mais de uma década, escreve o diário The Guardian. Nestes ecrãs ultrafinos, que transmitiriam imagens do mundo lá fora, o passageiro poderia escolher a perspetiva da sua preferência e até identificar os locais que sobrevoasse com um simples toque no visor desta espécie de televisão gigante.

A inovação permitiria dispensar as janelas do avião. E é precisamente esse o objetivo: retirar as janelas do processo de construção de uma aeronave permitirá reduzir-lhe o peso. Um avião menos pesado consumirá menos combustível, permitindo diminuir os custos das companhias de aviação a operar em todo o mundo.

Trata-se de um plano ainda embrionário dos investigadores do Centre for Process Innovation (CPI), uma organização britânica que tem trabalhado com várias empresas no desenvolvimento de novos produtos. Em conversas com o sector aeroespacial, detetaram a "necessidade de tirar peso dos aviões", esclareceu Jon Helliwell, do CPI. "Vamos retirar todas as janelas - já se faz nos aviões de transporte de mercadorias - e o que é que os passageiros vão fazer? Se pensarmos nisso, só as pessoas que se sentam junto às janelas saem prejudicadas", explicou o investigador.


por Bárbara Cruz

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