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segunda-feira, 27 de outubro de 2014



Maringá deu um passo importante para se transformar no polo de aeronáutica e defesa do Paraná, e até mesmo do País, após a assinatura do protocolo para a instalação de uma indústria de aviões e helicópteros da empresa suiça Avio International Holding na cidade. O anúncio da vinda da fábrica foi feito na quarta-feira (17).

”A demanda por helicópteros é grande no Brasil e em países próximos, e encontramos condições favoráveis de apoio por parte do governo do Estado e do município para investir no que será um polo de aeronáutica”, afirmou o empresário Luigino Fiocco, presidente da Avio Internacional Group, em sua visita a Maringá nesta quinta-feira (18). Segundo ele, além do mercado brasileiro, a Avio planeja vender aviões e helicópteros para países da América do Sul, Estados Unidos e Canadá.

A Avio vai investir R$ 174 milhões na fábrica de Maringá, que será instalada em uma área de 90 mil metros quadrados ao lado do aeroporto. No cronograma, as obras devem começar em janeiro de 2014. Já a fabricação dos aviões e helicópteros está programada para 2015. No prazo de sete anos, o projeto estará concluído, permitindo a produção de 600 helicópteros e 200 aviões, gerando mais de mil empregos.

Inicialmente serão produzidos helicópteros SK-1 Twin Powere e aviões acrobáticos F22 Pinguino – ambos modelos de dois lugares e utilizados para treinamento e atuação policial na defesa e controle de território. O complexo industrial terá, ainda, espaço para a produção de peças e para a prestação de serviços de manutenção de equipamentos.

O coordenador de Promoção Industrial e Comercial da Secretaria de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul do Paraná, Mauro Corbelini, lembrou que assim que o governo federal aprovou o programa de incentivo para a indústria aeronáutica, o Estado fez uma lei neste sentido. Aprovada pela Assembleia Legislativa no início deste ano, a legislação do programa Paraná Aero prevê incentivos para o setor, permitindo enquadrar o projeto da Avio.


A opção por Maringá, reforça Corbelini, se deu às condições do município, da formação de mão de obra à infraestrutura do aeroporto. “No prazo de oito a dez anos queremos fazer de Maringá o principal polo de desenvolvimento aeronáutico do país”, afirmou.

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