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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A agilidade proporcionada pelo uso de aeronaves na pulverização dos campos tem alavancado a demanda nas empresas especializadas. Em 2014, é esperado crescimento de 7% no segmento, alta que deve se repetir em 2015. Os serviços aeroagrícolas, além de mais ágeis, também têm como vantagens a redução da mão de obra necessária às pulverizações e a possibilidade de alcançar áreas onde máquinas terrestres não transitam, seja em períodos chuvosos ou quando as lavouras já estão desenvolvidas. Em Minas Gerais, a demanda está concentrada nas áreas produtoras de cana-de-açúcar, milho e soja. Para o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Nelson Paim, apesar da manutenção do crescimento, o setor enfrenta vários desafios, que precisam ser superados para que as empresas obtenham ganhos ainda mais significativos.
Durante o Congresso Nacional de Aviação Agrícola, realizado em Foz do Iguaçu nesta semana, foi mostrado que o uso da pulverização aérea é crescente e ainda tem muito a expandir, já que a prática abrange apenas 24% das áreas cultivadas. Dentre os desafios a serem superados, estão o melhoramento da capacitação dos profissionais do setor, as boas práticas e a desmistificação de que a pulverização é letal ao meio ambiente.

"Estamos investindo nas boas práticas de aplicação e a Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS), uma ferramenta criada para esse objetivo, atende a uma série destes fatores. O primeiro é a questão da documentação. Acreditamos que quando as empresas estiverem certificadas, a atuação das clandestinas diminuirá, já que as mesmas serão mais denunciadas. O segundo é a questão operacional e de capacitação, onde serão certificados equipamentos e as tecnologias das aeronaves, além da capacitação de representantes da empresas. Com a iniciativa, esperamos mudar a imagem de que a pulverização área é a grande vilã do meio ambiente".

Diante da oportunidade de expandir a atuação no mercado, as empresas estão investindo em certificação sustentável através da CAS, que deve se tornar um diferencial, agregando valor aos serviços prestados.

Certificação

Uma das empresas que conquistou o primeiro certificado dos três propostos pelas CAS foi a Produtiva Aeroagrícola, com sede em São Joaquim da Barra, em São Paulo, e que presta serviços a produtores mineiros. No Estado, cuja demanda representa 70% dos clientes atendidos, a empresa é contratada para atuar em lavouras de cana-de-açúcar, milho e soja.

De acordo com o sócio-proprietário da Produtiva Aeroagrícola, Marino Vieira de Andrade Neto, a demanda pelos serviços é crescente, assim como as exigências dos contratantes no que se refere às certificações, eficiência e segurança ambiental. "Para se manter competitivo no mercado, é importante se especializar cada vez mais na atividade. Os clientes pedem certificados e as exigências são grandes em relação às praticas sustentáveis da nossa parte, uma vez que eles as adotam também. Com a CAS, acreditamos que teremos um diferencial no mercado, podendo expandir nossas atividades", afirma Andrade Neto.

A demanda pela pulverização aérea é grande, diz ele, principalmente pelo fato de as empresas oferecerem profissionais altamente capacitados, o que proporciona maior garantia ao contratante de que o campo será pulverizado da forma mais correta. "Além disso, na cultura da cana-de-açúcar, por exemplo, a prática é essencial já que a estrutura física das plantas impede o uso de pulverizadores terrestres. O serviço é mais rápido e não sofre tantas interferências do clima como as demais máquinas, evitando o atolamento e compactação dos terrenos", disse.


Diário do Comércio

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