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domingo, 24 de novembro de 2013



Os caças Mirage F-2000, da Força Aérea Brasileira, conhecidos pela asa em formato de delta, serão retiradas de serviço no próximo dia 31 de dezembro. Numa substituição provisória, as missões provavelmente ficarão a cargo dos caças Lockheed Martin F-16 Flight Falcon, ou mesmo do Mirage F-5, até que haja uma definição da compra de 36 aeronaves, como parte do programa FX-2, no intuito de modernizar a aeronáutica brasileira. 

Outra opção seriam os caças russos Sukhoi-35. O ministro da defesa russo, Sergei Shoigu, sugeriu que o governo Dilma Rousseff fizesse um leasing do modelo a partir de janeiro de 2014, aproveitando um contrato de R$2 milhões para exportação de baterias antiaéreas ao Brasil. A proposta sugere o aluguel de uma ou duas dezenas do Su-35, também utilizados de maneira provisória, até a escolha definitiva. Apesar de lançado em 2008, o Programa FX-2 ainda não saiu do papel e não há um prazo determinado para as novas aquisições. Desde o ano passado, apenas metade dos Mirage encontrava-se em operação. Com o fim do prazo de validade, em 2012, seis caças passaram a servir apenas de suprimento para modelos que ainda estavam em operação. 

Força Aérea Brasileira ainda testa supersônicos

Como o Portal do Aviador havia publicado, no dia 14 de outubro, três aeronaves, uma americana (Boeing F-18), uma francesa (Rafale) e outra sueca (Gripen), vão para a final da licitação da FAB e será escolhida para reequipar os esquadrões aéreos brasileiros. Entre vantagens e desvantagens, os especialistas colocam os três caças no mesmo nível, já que se equivalem em tecnologia e poder de fogo. A Força Aérea não deixa transparecer preferências, mas, desde o início da concorrência, o governo brasileiro deixou claro qual será a arma mais poderosa para vencer essa batalha: a transferência de tecnologia. “Para o Brasil, esta cláusula é importante porque permitirá que o parque industrial brasileiro, principalmente o aeronáutico, se beneficie aplicando este conhecimento, por exemplo, no desenvolvimento de novos aviões comerciais”, declarou à época Roberto Godoy, especialista em Tecnologia Militar.

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